O setor dos pequenos frutos continua a afirmar-se como uma das áreas mais dinâmicas da agricultura portuguesa. Em 2025, as exportações desta fileira atingiram os 398 milhões de euros, representando um crescimento de 17% face ao ano anterior e de 45% quando comparado com a média dos últimos cinco anos.
Os números confirmam a crescente importância económica dos pequenos frutos em Portugal, impulsionada pelo aumento da produção, pela expansão das áreas cultivadas e pela capacidade de resposta aos mercados internacionais.
Exportações continuam a crescer
O desempenho alcançado em 2025 demonstra a forte procura internacional pelos pequenos frutos produzidos em Portugal. A União Europeia mantém-se como o principal destino das exportações nacionais, com mercados como Espanha, Países Baixos e França a liderarem as compras.
A combinação entre qualidade, condições de produção favoráveis e capacidade de adaptação às exigências dos consumidores tem permitido ao setor conquistar uma posição cada vez mais relevante no panorama agrícola europeu.
Este crescimento tem contribuído para reforçar a competitividade da agricultura portuguesa e para aumentar o valor gerado pelas explorações agrícolas dedicadas a estas culturas.
Novos mercados abrem oportunidades ao setor
Além da consolidação dos mercados europeus, o setor continua a avançar na diversificação dos destinos de exportação.
Recentemente, Portugal passou a estar autorizado a exportar mirtilos frescos para Israel, após a conclusão do processo de definição dos requisitos fitossanitários necessários para a entrada destes produtos naquele mercado.
De acordo com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), os operadores interessados deverão solicitar as inspeções necessárias para obtenção dos certificados fitossanitários exigidos, permitindo assim aproveitar esta nova oportunidade comercial.
A abertura de novos mercados poderá contribuir para reduzir a dependência de destinos tradicionais e aumentar a valorização da produção nacional.
Mirtilos e framboesas lideram a produção
No que diz respeito à estrutura produtiva, o mirtilo continua a ser a cultura com maior expressão em Portugal, ocupando cerca de 2.670 hectares.
A framboesa surge na segunda posição, com uma área de 1.564 hectares. Esta cultura tem sido uma das que mais cresce no setor, registando uma evolução particularmente significativa nos últimos anos.
Entre 2020 e 2024, a área dedicada à produção de framboesa praticamente duplicou, refletindo o interesse crescente dos produtores e a forte procura dos mercados internacionais.
Este crescimento demonstra a capacidade de adaptação dos agricultores portugueses às tendências de consumo e às oportunidades de negócio existentes no mercado global.
Pequenos frutos ganham destaque na agricultura portuguesa
A relevância económica e estratégica dos pequenos frutos está também em evidência na edição deste ano da Feira Nacional de Agricultura, que decorre em Santarém e escolheu esta fileira como tema de destaque.
A decisão reflete o papel cada vez mais importante destas culturas na agricultura nacional, não apenas pelo valor das exportações, mas também pela criação de emprego, dinamização das zonas rurais e promoção da inovação agrícola.
A aposta em tecnologias de produção, sustentabilidade e melhoria contínua da qualidade tem permitido ao setor manter uma trajetória de crescimento consistente.
Um setor com potencial para continuar a crescer
Os resultados alcançados em 2025 confirmam que os pequenos frutos continuam a ser uma das fileiras agrícolas mais promissoras em Portugal.
O crescimento das exportações, a abertura de novos mercados e a expansão das áreas de produção demonstram a capacidade do setor para gerar valor e reforçar a presença da agricultura portuguesa além-fronteiras.
Num contexto de crescente procura por produtos de elevada qualidade e valor nutricional, os pequenos frutos parecem reunir as condições necessárias para continuar a desempenhar um papel relevante no desenvolvimento do setor agrícola nacional.
Fonte: Ministério da Agricultura