O setor vitivinícola está a atravessar um período de transformação impulsionado pela evolução da legislação europeia, pelas mudanças nos hábitos de consumo e pela necessidade de responder às expectativas das novas gerações.
Deste modo, estes desafios estiveram em destaque na conferência “ReWine: Reinventar o Vinho”, promovida pelo Clube de Produtores Continente durante a Ovibeja, que reuniu representantes da produção, do retalho, da academia e de associações ligadas ao setor para refletir sobre o futuro da fileira.
Setor vitivinícola responde a novos hábitos de consumo
Segundo Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, a reinvenção do vinho não é um fenómeno recente, mas ganha atualmente uma nova dimensão devido às alterações regulatórias, geracionais e aos novos padrões de consumo.
A responsável destacou que os consumidores, sobretudo os mais jovens, procuram experiências diferentes, ocasiões de consumo mais diversificadas e produtos adaptados aos seus estilos de vida. Entre as tendências identificadas estão a procura por vinhos com menor teor alcoólico, novos formatos e opções que respondam a diferentes momentos de consumo.
Nova legislação abre oportunidades para o setor vitivinícola
A nova regulamentação europeia relativa aos vinhos com baixo teor alcoólico e aos vinhos sem álcool foi um dos temas centrais da conferência.
De acordo com os participantes, este novo enquadramento representa uma oportunidade para o setor vitivinícola desenvolver novos produtos e responder à evolução das preferências dos consumidores, mantendo elevados padrões de qualidade.
A discussão permitiu reunir produtores, retalhistas e representantes da academia para identificar oportunidades de colaboração e acompanhar as mudanças que estão a marcar o mercado.
Inovação e cooperação marcam o futuro do setor vitivinícola
Os participantes defenderam que a capacidade de adaptação será determinante para reforçar a competitividade do setor vitivinícola nos próximos anos.
A aposta na inovação, na diversificação da oferta e na cooperação entre os diferentes intervenientes da cadeia de valor foi apontada como essencial para responder às exigências dos consumidores e acompanhar a evolução do mercado, preservando simultaneamente a identidade e a qualidade dos vinhos portugueses.