A ActusAgro é uma empresa especializada em consultoria de estratégia, sustentabilidade e candidaturas a incentivos europeus. A inovação, a excelência e a eficácia são os alicerces da Actus Agro, que conta com uma equipa multidisciplinar, competente e empreendedora, relativamente ao planeamento estratégico e à inovação nos negócios.

Pesquisar agora
Contactos
Location 993 Renner Burg, West Rond, MT 94251-030
Siga-nos nas redes Sociais
Contactos
Location 993 Renner Burg, West Rond, MT 94251-030
Siga-nos nas redes Sociais

Produção de Resina em Portugal: da Floresta à Transformação

Home > Floresta > Produção de Resina em...

Produção de Resina em Portugal: da Floresta à Transformação

produção de resina em Portugal

A produção de resina em Portugal é uma atividade tradicional que envolve a extração de resina, um recurso natural armazenado em canais de resina ou resiníferos nas árvores, cuja função é proteger contra insetos e outros agentes nocivos através da criação de uma camada protetora no tronco.

Neste sentido, o processo de resinagem, fundamental para a produção de resina em Portugal, consiste em realizar incisões no tronco das árvores para estimular a formação de novos canais resiníferos, aumentando assim a quantidade de resina recolhida em recipientes fixados às árvores.

Assim, este processo pode ser feito de duas formas: resinagem à vida, aplicada em árvores jovens a partir dos 30 anos até ao fim do ciclo produtivo (60-70 anos), ou resinagem à morte, com maior número de incisões nos quatro anos que antecedem o abate das árvores.

Em Portugal, as espécies mais importantes para a produção de resina em Portugal com interesse comercial são o pinheiro manso e o pinheiro bravo, sendo este último o mais destacado. As regiões com maior produção de resina em Portugal incluem o Litoral Centro, especialmente os distritos de Leiria e Coimbra, e os distritos de Vila Real e Viseu, no Interior Norte e Centro. Após os incêndios de 2017, a resinagem à morte passou a ter um papel residual na produção de resina em Portugal.

Por sua vez, a produção de resina em Portugal é sazonal, ocorrendo entre 6 a 9 meses por ano, durante o estio. Cada árvore é visitada individualmente a cada 15 dias para novas incisões e aplicação de pasta estimulante. Em média, cada árvore produz entre 3 e 4 kg de resina por ano. Atualmente, a produção de resina em Portugal ronda as 7 mil toneladas anuais. No entanto, durante as décadas de 1970 e 1980, Portugal destacava-se como um dos maiores produtores mundiais, com produções anuais a chegar às 100 mil toneladas e um pico de 140 mil toneladas na campanha de 1974-1975.

Durante o período da primavera até ao início do outono, o resineiro realiza as operações manuais de resinagem para recolher, limpar e acondicionar a resina, que será enviada para a fábrica de 1ª transformação. Neste processo, a resina passa por lavagem, filtragem, decantação e destilação, produzindo duas frações principais: a fração terpénica, ou essência de terebintina, componente líquida volátil que representa cerca de 20% do total, e a fração resínica, ou colofónia, componente sólida não volátil, representando cerca de 70% do total; os restantes 10% correspondem a resíduos. A composição da resina e a proporção de cada fração podem variar conforme a espécie e a árvore.

Cada fração é matéria-prima para a indústria de 2ª transformação, sendo utilizada em diversos setores. A essência de terebintina serve para óleos essenciais, fragrâncias, aromas, solventes para tintas e vernizes, e na indústria farmacêutica. A colofónia é usada em colas, tintas, vernizes, tintas de impressão, agentes de colagem para papel, borrachas, adesivos, ceras depilatórias, cosméticos, indústria farmacêutica e alimentar.

A produção de resina em Portugal representa uma receita extra anual estimada de 134 euros por hectare para o proprietário, cerca de 30% das receitas totais de um pinhal utilizado para produção de madeira.

Estudos indicam que Portugal possui potencial para expandir a área resinada entre 74 mil e 128 mil hectares, ou até 175 mil hectares, considerando cenários de exploração intensiva em povoamentos puros de pinheiro bravo, desde que sejam superados os constrangimentos relacionados com a estrutura da propriedade florestal.

Fonte:Revista Voz do CampoeICNF

Vamos construir o futuro juntos?

Morada: Avenida General Humberto Delgado
nº 80, 1º andar, escritório i
6000-081, Castelo Branco