O Mercado Voluntário de Carbono passa a contar com duas novas metodologias para projetos florestais: Reflorestação e Gestão Florestal Melhorada. As duas metodologias juntam-se à de Novas Florestações, que já fazia parte do mercado.
O alargamento pretende criar mais oportunidades para projetos de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e de captura e sequestro de carbono, através de incentivos económicos capazes de atrair investimento privado.
Mercado Voluntário de Carbono amplia metodologias para a floresta
A aprovação das novas metodologias permite abranger um conjunto mais diversificado de intervenções florestais e incentivar práticas de gestão sustentável.
Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, estas soluções podem contribuir para benefícios climáticos, ambientais e territoriais, criando também condições para uma maior participação de proprietários, entidades e empresas em projetos relacionados com a floresta e a ação climática.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, considera que o alargamento das metodologias reforça a credibilidade e a capacidade de crescimento do Mercado Voluntário de Carbono, ao criar novas possibilidades de investimento na floresta.
Como funciona o Mercado Voluntário de Carbono?
O Mercado Voluntário de Carbono permite a pessoas e organizações comprar e vender créditos de carbono de forma voluntária.
Os créditos estão associados a projetos que promovem a redução de emissões de GEE ou o sequestro de carbono da atmosfera. Estes projetos podem ainda gerar outros benefícios, nomeadamente na proteção da biodiversidade, do capital natural e no aumento da resiliência dos territórios.
O objetivo é criar incentivos económicos que apoiem projetos com impacto climático e ambiental, permitindo simultaneamente mobilizar financiamento privado.
Quais são as metodologias do Mercado Voluntário de Carbono?
Com a aprovação da Reflorestação e da Gestão Florestal Melhorada, o Mercado Voluntário de Carbono passa a contar com três metodologias:
- Novas Florestações
- Reflorestação
- Gestão Florestal Melhorada
A diversificação das metodologias permite enquadrar diferentes tipos de projetos florestais e reforçar o contributo do mercado para a ação climática.
Para o Governo, o alargamento representa também uma oportunidade para aumentar o investimento privado na floresta e promover uma gestão mais sustentável dos territórios.
O que muda com as novas metodologias?
A principal alteração é o aumento das opções disponíveis para projetos florestais no Mercado Voluntário de Carbono. A Reflorestação e a Gestão Florestal Melhorada passam a juntar-se às Novas Florestações, permitindo abranger diferentes intervenções de redução ou sequestro de carbono.
Fonte: Governo