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Olival tradicional: preservar o património agrícola português e garantir o futuro sustentável do azeite

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Olival tradicional: preservar o património agrícola português e garantir o futuro sustentável do azeite

olival tradicional

O olival tradicional é muito mais do que uma simples forma de produção agrícola — é um património vivo que molda a paisagem, a cultura e a economia rural de Portugal.

De Trás-os-Montes ao Alentejo, este sistema extensivo, composto por oliveiras centenárias e de baixa densidade (entre 100 e 200 árvores por hectare), representa a base da identidade do azeite nacional, amplamente reconhecido pela sua qualidade e autenticidade.

Desta forma, estas plantações, geralmente conduzidas em sequeiro e localizadas em solos pobres ou de difícil mecanização, são geridas com base em práticas sustentáveis, respeitando os ritmos da natureza, onde muitas delas integram ainda a produção extensiva de ovinos autóctones, que contribuem para o controlo natural de infestantes, a limpeza dos terrenos e o enriquecimento do solo com matéria orgânica.

Mais do que azeite: um património ecológico e cultural

A importância do olival tradicional vai muito além da produção de azeite. É um elemento essencial da paisagem rural portuguesa, um habitat natural para aves, insetos e flora nativa, e um repositório genético de variedades autóctones únicas.

Além disto, desempenha um papel crucial na preservação da biodiversidade, na proteção contra a erosão dos solos e no sequestro de carbono, tornando-se um aliado essencial no combate às alterações climáticas.

Contudo, este sistema enfrenta desafios estruturais significativos:

  • Baixa rentabilidade e produtividade por hectare;
  • Escassez de mão de obra;
  • Dificuldade de mecanização;
  • Envelhecimento dos produtores;
  • Concorrência crescente dos olivais intensivos e super-intensivos.

Neste sentido, enquanto os sistemas modernos apostam em densidades de milhares de plantas por hectare e no uso intensivo de fertilizantes e pesticidas, o olival tradicional mantém um equilíbrio ecológico natural, sendo mais resiliente e sustentável.

Por outro lado, a produção de azeites premium, com certificação biológica ou indicação geográfica protegida (IGP), pode abrir portas a mercados que valorizam a autenticidade e a sustentabilidade deste tipo de olivais.

Outras estratégias passam por:

  • Apostar no agroturismo e em atividades de educação ambiental;
  • Promover eventos culturais ligados ao olival;
  • Melhorar a organização da produção e o escoamento;
  • Integrar tecnologia adaptada para aumentar a eficiência;
  • Formar novas gerações de agricultores e promover a renovação geracional.

O olival tradicional é, assim, uma peça fundamental na construção de um modelo agrícola mais resiliente, sustentável e identitário, capaz de unir a história rural portuguesa à inovação do futuro.

Fonte:Revista Voz do Campo nº 296– Artigo de Nuno Rodrigues, Paula Baptista e José Alberto Pereira (CIMO, Instituto Politécnico de Bragança)

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