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A “dívida” agroalimentar portuguesa: o desafio invisível que custa milhares de milhões ao país

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A “dívida” agroalimentar portuguesa: o desafio invisível que custa milhares de milhões ao país

"dívida" agroalimentar portuguesa

A “dívida” agroalimentar portuguesa é um tema pouco discutido, mas que tem um impacto profundo na economia nacional. Embora Portugal produza cerca de 80% dos alimentos que consome, os 20% restantes pesam, e muito, nas contas do país.

Todos os anos, o país importa alimentos no valor de mais de 3 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 2% do PIB nacional. E, ao somar os últimos vinte anos, o défice ultrapassa os 80 mil milhões de euros.

Neste sentido, compreende-se que é dinheiro que sai do país para garantir algo tão básico como o abastecimento alimentar. É, no fundo, uma “dívida” agroalimentar que compromete a independência e evidencia fragilidades estruturais no setor.

O artigo de opinião de Afonso Bulhão Martins, publicado pelo SAPO, recorda que este défice é persistente e estrutural, com presença constante nas contas nacionais. Além disto, o seu peso é comparável a alguns fatores que, no passado, contribuíram para a necessidade de recorrer à ajuda financeira da troika.

Num país que depende tanto da importação alimentar, qualquer perturbação nos mercados internacionais, tais como a crise logística, conflitos ou o impacto das alterações climáticas, torna-se numa ameaça direta à segurança alimentar.

Há, no entanto, um argumento que é importante desmistificar, o da dimensão do país. Portugal não é pequeno demais para ser competitivo. Basta olhar para os Países Baixos, com menos de metade da área de Portugal e o título de segundo maior exportador mundial de bens agroalimentares.

Assim, a diferença, segundo o artigo, prende-se pela inovação, tecnologia e pela eficiência produtiva. É precisamente neste ponto onde Portugal se encontra atrás dos restantes países, pois ainda depende demasiado de métodos tradicionais e de políticas agrícolas que nem sempre acompanham o ritmo da modernização.

Apesar disto, existem condições para inverter o rumo. O clima favorável, a diversidade agrícola e um setor cada vez mais aberto à inovação podem ser a base de uma nova estratégia, estratégia essa que aposte na produção interna, na valorização dos produtos nacionais e na sustentabilidade como motor de crescimento.

A dívida agroalimentar portuguesa não é apenas um problema económico. É um sintoma de falta de planeamento e investimento. E, por isso mesmo, pode e deve ser vista como uma oportunidade.

Uma oportunidade para repensar o modelo produtivo, modernizar a agricultura e construir um futuro alimentar mais independente, competitivo e resiliente.

Fonte:Artigo de Opinião SAPO

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